RÁDIO CARLOS PITTY

segunda-feira, 14 de abril de 2008

CRÔNICA: PELO BEM DO ABRAÇO

PELO BEM DO ABRAÇO
Por: Carlos Pitty - Dir. reservados

Hoje acordei inspirado. Não simplesmente por ter tido uma boa noite de sono, de descanso, ou mesmo por ser um belo dia de domingo de sol. Acordei inspirado em dar bom dia e um forte e sincero abraço à quem fosse, ou à quem eu encontrasse e pudesse transmitir boa energia. Confesso que, talvez por minha culpa ou pela falta de costume do mundo atual, não me intitulo um transmissor assíduo de abraços todos os dias. Mas quero ainda ser um mensageiro e receptor diário de bons gestos, desejando ser abraçado e ao mesmo tempo distribuindo-os no mesmo número e intensidade.
Às vezes me pergunto: porque existe essa falta de generosidade? Parece que existe certo medo, recuo, uma limitação para se mostrar generoso, que somos bloqueados para mostrar um gesto de carinho, de oferecer um aperto de mão, um bom dia alegre ou um abraço apertado com o pensamento transmissor: “Que meu abraço, deixe você em paz e seguro. É a minha forma de lhe desejar um bom dia de grandes realizações.”
Os compromissos, os problemas, as dificuldades e o tempo escasso enfim, talvez sejam esses os motivos pelo quais deixamos morrer o afeto e o gesto puro do abraço no dia a dia. E mais: faz com que vivamos cada vez mais individualistas e idealistas para tão somente bem próprio. Ser radical ou generalizado não é tão exagerado quanto realista, ao que vemos e vivemos quase que diariamente. Sem achar culpados, mesmo que tenhamos pessoas de bom coração, de bons atos, generosas eu sei, vivemos um mundo recheado de pessoas super ocupadas, sem tempo de dividir um simples abraço.
Se as pessoas vivem corridas, com seus tempos programados, se o financeiro é de valor tão importante, quanto tão importante é o abraço, então sem receio lhe pergunto: Quanto vale seu tempo? Qual o preço do teu abraço? O abraço não faria diferença no seu dia e na sua vida? Tanto eu quanto você devemos nos vigiar, nos cobrar, distribuir e receber abraços. Hoje me senti leve, por ser um testemunho na prática após um dia de grandes resultados, o quanto que os abraços que recebi e ofereci me fizeram de bem! Então, pelo bem de fazer o bem, vivamos então um mundo melhor, sem medo de ser feliz, pelo bem do abraço.


FOTO: http://olhares.aeiou.pt/