RÁDIO CARLOS PITTY

terça-feira, 9 de setembro de 2008

POESIA - SAUDADE QUE DÓI

SAUDADE QUE DÓI
Carlos Pitty - Direitos reservados

Saudade, palavra triste
Nem tudo o que existe
É capaz de explicar

Saudade que dói
O peito destrói
Aumentando a solidão

Saudade matadeira
Que faz pensar besteira
E pelo mundo viajar

Saudade malvada
Curvada como estrada
Caminho escuro e sem destino

Saudade bandida
Que aumenta ferida
Preso ao passado me faz ficar

Saudade que mora no peito
Que invade de jeito
Sem pressa de ir embora

Saudade cruel
Me faz chegar ao céu
Como nuvens sem direção

Saudade, canção triste
Não tem nada que existe
E nem tom que faz consolar

Saudade, insana melodia
Porém, quem sabe um dia,
Não irei mais te escutar

Saudade que não tem cor
Tudo se resume em dor
Nâo há palavras, nem explicação

Saudade que insiste em ficar
E o corpo insiste velar
Doce amargo e ilusão

Saudade que não é canto
É sofrimento, é pranto
Que gruda e faz morada

Saudade, inimiga do coração
É lembrança de uma paixão
Que está a esperar

FOTO:
http://i3.photobucket.com/albums/y66/Marota/saudade.jpg