segunda-feira, 31 de março de 2008

CAMINHO

CAMINHO
(Carlos Pitty) Dir. Reservados

Caminho a seguir...
Caminho sem cansar.
Traçado está o meu destino
Meu destino para algum lugar

Me guio ao verde do campo
Sigo o colorido da estação
No azul do céu,
Os brilhos do sol vão além da imaginação

Caminhos de estrada estreita,
Desejos largos da estrada
Grande é minha vontade à frente
Num de repente, tão logo a minha chegada

Caminho de um destino qualquer
Na minha frente somente o horizonte
Sonho alto, vários sonhos
Como pássaros que vejo aos montes

Viajo, seguindo meu caminho
E caminho por minha estrada
Curvas, subidas, descidas
Me guio, a passos firmes em disparada

E sigo o meu sonho
Meu caminho, comecei desde criança
Se vou ou não chegar
O que não morre é a minha esperança


FOTO: Direitos reservados do autor




sábado, 29 de março de 2008

VAZIO

VAZIO (CARLOS PITTY) *DIREITOS RESERVADOS

Pergunto-me:
Que me falta?
Se me falta, um vazio existe.
Tão ruim sentir-se vazio,
É péssimo, ficar sem nada.
No vazio eu me calo.
Calado, mudo eu fico.
No calar da noite, viajo.
Para um destino vazio qualquer.
A madrugada me incompleta.
Que me completa?
No dia nada me acontece.
No calor do tempo, das horas,
Tempo que não passa,
Nada se passa
Se passa...
Que me pode acontecer?
Um ar vazio eu respiro
O tempo vazio me toma.
O vazio me dá sede,
Nada me alimenta.
Que me sobra?
Somente no vazio me resta ficar!

quinta-feira, 27 de março de 2008

PRA PENSAR...

"Se vc ganha algo vc se pegunta, se vc perde algo, se questiona. Ou seja essa matemática da vida nos faz pensar....questionar sempre!

"Preencher nossas incompletudes, nos faz buscar a realização. A felicidade é a realização de sermos completos.

Carlos Pitty

terça-feira, 25 de março de 2008

VENTO ME LEVA

VENTO ME LEVA (Carlos Pitty - Dir. Reservados)

Vento que sopra
Vento que viaja
Vento que gira
Que paira....
Vento em direções, caminhos,
Vento leve
Leve-me a algum lugar!
Vento calmo, sereno
Vento berrante, bravoso
Vento do sul, do norte
A própria sorte e sem direção
Vento que me toca
Vento que clama
Vento na brisa
Vento no tempo
No tempo que o vento me trouxe
E o vento me leva,
Para qualquer direção!

sábado, 22 de março de 2008

Ah que saudade dos tempos de lá!

Ah que saudade dos tempos de lá!
( Carlos Pitty) Dir. Reservados

Manhã fria de inverno.
Levanto-me da cama com a sensação de que estamos com menos de 5 graus.
Com os olhos quase que meio fechados, me espreguiço. Imagino a hora. Talvez próximo das seis da manhã. Confirmo a temperatura e a hora certa ao som do rádio meio de longe...
O locutor diz ao fundo de uma música ponteada de viola...”Bom dia gente, manhã fria desta quarta feira de julho. O céu está nublado, a temperatura baixa. Hoje estamos com menos de 5 graus e o relógio está marcando 5 horas e 56 minutos, vamos acordar gente”.
Os pássaros cantam. Mais parece um festival de passarinhos. Eu ouço os cantos diversos que me soam ao ouvido. Parecem várias músicas em uma única só. O cachorro late, o galo canta, o gado berra e o cavalo rincha.Após lavar o rosto na água fria da torneira, olho pela janela. O cenário é branco. A terra deixou de ser vermelha, o verde da mata sumiu, as plantas ficaram murchas.
A geada fez sua parte...e o sol se teima a sair. Dentro de casa está quente, o fogão a lenha aquece. Papai, mamãe e os irmãos acordaram mais cedo do que eu...já está tudo preparado. O café da manhã já está à mesa. No rádio ouço tocar música sertaneja.
A voz do locutor de linguajar simples e caipira me familiariza. A viola soa como os cantos dos passarinhos. Os raios do sol já ultrapassam as cortinas, ganhando vida, avisando que o tempo passa e os deveres nos chamam.Papai, mais meus irmãos mais velhos vão para a roça, enquanto mamãe ficará cuidando da casa. No rádio, o locutor dita as notícias da manhã, os recados de achados e perdidos, compra e venda. Avisa ainda; que poderá chover.
Já passa das 06:30 da manhã é hora de ir para o trabalho e das crianças irem para escola. E você amiga dona de casa, fique com a gente. Aqui fazemos a sua companhia, o seu amigo de todas as manhãs, e a música sertaneja e caipira bem do jeitinho de nossa gente”.
Se pode chover, mamãe diz que tenho que me agasalhar bem. E ao rumo da escola me vou.
Sigo meu caminho, sigo o meu som. Hoje fico a lembrar dos tempos de outrora, do trabalho do campo, dos amigos de escola. Do fogão a lenha, do canto dos bichos e do ponteio da viola...O tempo passou e esse já mais voltará...
Ah que saudade que eu tenho dos tempos de lá!

Talvez, seja talvez você!

Talvez, seja talvez você! (Carlos Pitty) *Direitos Reservados

Talvez, seja talvez você!
Talvez seja você, seja o momento, ou o eterno.
Talvez seja você, o meu passado, ou talvez o amanhã.
Talvez seja você, o limite, ou a imensidão.
Talvez seja você, bem diferente, ou da mesma cor.
Talvez seja você, a encrenca, ou talvez a minha paz.
Talvez seja você, a minha distância, ou o aqui ó!
Talvez seja você, a minha luz ou a escuridão.
Talvez seja você, o meu mel ou meu desgosto.
Talvez seja você, meu frio ou o meu fervor.
Talvez seja você, meu amor ou a minha dor.
Talvez seja você, meu tudo ou quase nada.
Talvez seja você, meu só agora ou seja depois.
Talvez seja você, por bem ou meu mal, inesquecível!
Talvez, talvez seja, mas que seja você!

QUERO SER AMOR

QUERO SER AMOR (Carlos Pitty) – Direitos Reservados

Quero ser a palavra, a poesia, o interlocutor, o semeador cantante do amor...Quero ser sereno, sensível, o mais real compreensivo do amor...Quero ser perfeito, pontual, um idealista enquanto existir o amor...Quero ser amigo, compaixão, ser abraçado pelo mais forte amor...
Quero ser o plano, a fantasia, o sonho realizado com amor...
Quero ser inteligente, intelectual, escrever linhas sobre o amor...
Quero ser criança, jovem, um grande velho conhecido do amor...
Quero ser pintura, ser cor, um colorido manto na arte do amor...
Quero ser livre, leve, um disponível mágico do amor...
Quero ser o rio, a relva, a selva, uma linha reta no horizonte do amor...
Quero ser o sol, o céu, a chuva, viver a natureza pura do amor...
Quero ser quente, abusivo, ser um frio calculista do amor...
Quero ser a dança, a plástica, um prático artista que encanta com amor...
Quero ser o tempo, ser o espaço, ser humano no amor...
Quero ser a vida, o amor do ser...ser o eterno amor, enquanto eu viver...
Quero ser o mundo, o nada, o tudo que se realiza com amor...