segunda-feira, 22 de setembro de 2008

POESIA - SENTA AQUI DO MEU LADO

SENTA AQUI DO MEU LADO
Carlos Pitty - Direitos reservados

Senta aqui do meu lado
Vamos curtir juntos o sol
Sentir o vento em nossa pele
Sentir o calor de nossos corações
E cantar uma canção de amor

Senta aqui do meu lado
Vamos juntos cantar sonhos
Vamos juntos contar contos
Cante comigo poesias
E vamos juntos decifrar o céu

Senta aqui do meu lado
Me deixa enxugar teu rosto
Me deixa falar ao teu ouvido
Quero ninar em teu ombro
Me deixa estar ao teu lado

Senta aqui do meu lado amor
Vem sentir meu abraço
Quero te fazer criança
Quero te dar colinho
Deixa eu ser um pouquinho teu

Senta aqui do meu lado
Vem dividir comigo teus sonhos
Quero falar dos meus planos
Vamos juntos olhar o horizonte
Senta aqui do meu lado, amor


FOTO: PLB

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

POESIA - SE VOCÊ NÃO MAIS EXISTIR...

SE VOCÊ NÃO MAIS EXISTIR...
Carlos Pitty - Direitos reservados

Que sorte vai ser a minha se você não mais existir?
Se fizeres tua saida.
Se buscares teu caminho.
Se partires para outro mundo.
Aqui morrerei...
Me apagarei...
Vazio hei de ficar!
Se não mais existir.
Meu mundo será de cinzas.
De olhares tristes...
Viverei tamanha escuridão.
De lágrimas correndo em prantos.
Me sentirei amarrado em meu leito,
E meu corpo se deletará aos poucos...
Ficar sem você?
A tua ausência é inaceitável.
É uma opção inexistente.
É impossivel!
Se não mais estiver,
Me perderei então.
Me entregarei à tragédia,
Me jogarei aos cães,
Viverei o caos.
Irei dormir para não mais acordar.
Que vida será a minha, se me deixares?
Nunca cheguei a pensar, muito menos irei aceitar.
Minha vida com você é tão certa como números.
Como sol para o dia...
Como estrelas para o céu,
Como o alimento para a fome,
Como á agua para a sede,
Como ar para respirar...
Sem exageros...
És tu meu riso, minha alegria,
Minha fonte, minha energia.
Nunca hei de pensar a tua ausência.
Ficar sem você?
Nem em brincadeira.
Portanto, se tiver que ir.
Irei então.
Eu morrerei com tua morte.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

POESIA - OLHANDO PARA O CÉU

OLHANDO PARA O CÉU
Carlos Pitty - Direitos reservados

Olhando para o céu
Existem traços de liberdade
Pássaros e sonhos em banda
Seguindo caminhos para felicidade

No céu miram-se as estrelas
Um sol que brilha radiante
Chuva que molha a relva
Lua que inspira romance

Olhando acima do horizonte
São desejos e planos no espaço
Aves e naves aos montes
Como fumaça que deixa seu traço

Céu infinito de medo
De outros seres desconhecidos
Céu munido de segredo
De mundos escondidos

Céu grandioso de fadas
Todo tipo de Deus mora lá
Tem gente vivendo no céu
Impossível de se tocar

Olhando para o céu
Todos querem lá chegar
Em cada luz tem uma resposta
Daquilo que o homem quer buscar

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

POESIA - ILUSÃO DA ALMA


ILUSÃO DA ALMA
Carlos Pitty - Direitos reservados

Corpo que dói
Paixão que destrói
Sussurros, gemendo
Não tem gosto
Nem cálice
Ilusão amarga que se vai bebendo

Doce ilusão da alma
Aos poucos se vai morrendo
Alma que fica sofrida
Alma que não tem calma
Dor eterna
Para toda a vida



FOTO: http://thalitamarinho.blogspot.com/2007/12/vcios-da-alma-11-iluso.html

terça-feira, 9 de setembro de 2008

POESIA - SAUDADE QUE DÓI

SAUDADE QUE DÓI
Carlos Pitty - Direitos reservados

Saudade, palavra triste
Nem tudo o que existe
É capaz de explicar

Saudade que dói
O peito destrói
Aumentando a solidão

Saudade matadeira
Que faz pensar besteira
E pelo mundo viajar

Saudade malvada
Curvada como estrada
Caminho escuro e sem destino

Saudade bandida
Que aumenta ferida
Preso ao passado me faz ficar

Saudade que mora no peito
Que invade de jeito
Sem pressa de ir embora

Saudade cruel
Me faz chegar ao céu
Como nuvens sem direção

Saudade, canção triste
Não tem nada que existe
E nem tom que faz consolar

Saudade, insana melodia
Porém, quem sabe um dia,
Não irei mais te escutar

Saudade que não tem cor
Tudo se resume em dor
Nâo há palavras, nem explicação

Saudade que insiste em ficar
E o corpo insiste velar
Doce amargo e ilusão

Saudade que não é canto
É sofrimento, é pranto
Que gruda e faz morada

Saudade, inimiga do coração
É lembrança de uma paixão
Que está a esperar

FOTO:
http://i3.photobucket.com/albums/y66/Marota/saudade.jpg

CRÔNICA - HUMILHAÇÃO PARA O SUCESSO


HUMILHAÇÃO PARA O SUCESSO
*Direitos reservados

POR CARLOS PITTY

Em tempos de explosões de sucesso que vivemos, de balaios cheios de artistas que estão sendo lançados na midia, é o mesmo que comparar à época de campanha politica que aí está. Opções é o que não faltam. Muitas coisas precisam ser avaliadas. Todo mundo tem a sua luta, sua história, seus objetivos e ideais. Cada qual, chega ao sucesso por seu caminho e de alguma forma, com ou sem obstáculos. Apesar de que pelo concreto, tudo o que fazemos ou realizamos de alguma forma é politica e para falar sobre política eu prefiro deixar para quem entende e gosta do tema.
O fato é que o meio musical, principalmente o brasileiro, está cada vez mais poluído, muita coisa "genérica" e mais ainda, muito talento descartável. É muito triste ter que ouvir artistas criados por algum projeto, programa ou teste, seja ele até de sofá, o que não é inverdade. Todos somos sabedores até do tal famoso "Jabá", para quem ainda não sabe, "Jabá" é quando pagamos para se obter espaço na midia". Então neste caso, o talento fica como opção final, infelizmente, se é que podemos dizer, seja considerado. Portanto, esses artistas são como certos politicos que são colocados no topo e somos obrigados a engolir. Músicas com letras miúdas, sem história, arranjos baratos, com produções de fundo de quintal, as quais por algum motivo, ou vários, são colocadas na midia, desmerecendo assim o trabalho safrificado de muitos ídolos, artistas e mestres de carreiras consolidadas, obrigados a entrar em uma briga de sobrevivência pelo sucesso.
Lógico que todos têm o seu sonho, sua busca pela realização e sucesso. Não discordo disso e ainda digo mais: temos que lutar e acreditar sempre, porém com exigências quanto à qualidade, dignidade e respeito, sem chegar a humilhação apenas para ser visto. É triste assistir a grandes astros, chegando ao ridiculo em programas de TV, por exemplo, no intuíto de ser visto, disputando seu talento com artistas em nomes fantazíacos de plantas quaisquer, fazendo a dança do quadrado ou outras coisas do nível. Isso sim é humilhação!
Certamente alguém me questionará dizendo que, ora, ninguém é obrigado a estar ali. Concordo. Pois acho que temos que sobreviver e se é a forma existente para tal, que assim seja. Porém creio que deveria haver uma certa rigidez da mídia quanto ao que se é levado ao ar; como também deveríamos ter bom senso por parte dos diretores, produtores e programadores oferecendo programas com qualidade de produto, respeitando o trabalho de todos e principalmente a nós, o público.
Analise comigo: há tempos ouvíamos: "Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais..."; ou: "Eu tenho tanto pra te falar, mas com palavras não sei dizer, como é grande o meu amor por você!"; além de tantas outras relíquias de nossos mestres, na minha opinião, e hoje somos bombardeados com obras (?) como: "Pocotó, pocotó, pocotó." ou "ado a-ado cada um no seu quadrado" e por aí vai. Gente! Não sou "quadrado", sei que os tempos mudaram, que tudo se inovou, mas me sujeitar a escutar isso é desrespeitoso. Imagine então para um artista, que preza a qualidade de seu produto ter que disputar espaço na mídia e do público com temas desse nível!
Não preciso arrumar desculpas, inventar fatos ou temas. O público anda consumista e de gosto descartável, e muitos se aproveitam disso. Enquanto vamos oferecendo espaços para que isso chegue à massa, seja de forma descartável ou criada obrigatoriamente, muitas estrelas foscas aparecerão e outras de grande brilho se humilharão para serem lembradas.