terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

POESIA - VOCÊ E O CÉU

VOCÊ E O CÉU
Carlos Pitty – Direitos reservados

Em silêncio
Olhando pela janela, o céu...
E mesmo que ouvisse ruídos,
Alguns sonidos,
Barulhos de poucas pessoas,
De alguns carros que passariam pela rua,
Não me perderia em distrações,
Não me desligaria de você...
Olharia então para o além.
Haveria acima de mim, o céu...
Além de meu corpo, meus pensamentos...
Pensamentos estes que se perderiam no espaço...
Ligariam-se estrelas e estrelas,
Deixando rastros como cometas,
Grandiosidades como planetas,
Então iria eu tocá-los...
Tocaria também em tamanha vontade,
Você!
Deslizaria por seu corpo ao som do silêncio...
Tocaria o infinito.
Tocaria sua face em gozo profundo.
Sentiria o mesmo prazer...
Seriamos dois lábios,
Seriamos como sol e lua
Em eclipse total!
Dois corpos em um só!
Assim, eu chegaria, então, ao céu,
Chegaria, enfim, ao ápice...
Sentiria a imensidão do desejo,
Mesmo no silêncio,
Sem sequer ouvir o respirar...
Sem nem mesmo sentir o ar...
Viveríamos nós dois,
Loucos apaixonados,
Eternos amantes!
Os minutos, as horas...
Viveriamos dias e as noites
Em imensidão, de plena realização...
Uma grandiosidade de paixão e loucura,
Muito além do simples desejo,
Muito além do sonho que vivo agora...
Em silêncio,
Olhando pela janela
Imaginado você,
Tão distante de tocar,
Como tão distante o céu está de mim!


FOTO: Direitos reservados do autor.


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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

POESIA - ATENDE O TELEFONE

ATENDE O TELEFONE
Carlos Pitty – Direitos reservados

Atende o telefone, paixão!
Quero dizer-lhe palavras que me restam,
Sonhos que ainda existem,
Desejos que ainda ficaram...
Isso tudo é paixão!

Atende o telefone!
Me tire desse sufoco,
Não me deixe louco,
Pois fico a fazer bobeiras em vão,
Sem necessidade ou razão.

Atende o telefone!
Mas, não me peça para que eu te esqueça.
Pode até ser que eu enlouqueça,
Em murmúrios e prantos
À mercê da solidão.

Atende o telefone!
Apague de mim o vazio,
Afaste esse medo doentio,
Pois pareço uma criança
Brincando em vão.

Atende o telefone!
Eu sou assim,
Pra que fugir de mim?
Somos sede e água,
Por que dizer não?

Atende o telefone!
Faz comigo a conexão,
Somos corpo e alma,
Pra que então me evitar,
Se você é o “tum tum” o do meu coração?...


FOTO: http://emedien.oekotest.de/img/pic/J0404/33805.jpg

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

POESIA - COPO DE VINHO

COPO DE VINHO
Carlos Pitty - Direitos reservados

Bebo mágoas, prantos e desejos.
Vivo sonhos e planos sem parar.
Copo de vinho, carinhos e beijos.
Que veio com o vinho em noite de luar.

Bebo dores, cores e choro...
Paixões de uma noite sem fim.
Copo de vinho a quem tanto imploro:
Faz companhia pra mim!

Bebo seco, suave e penso,
Letras poéticas e canções.
Copo de vinho, à ti pertenço,
Acalanto de minhas razões!

Bebo goles, toques e saudade,
Lembrando do amor que acabou.
Copo de vinho, palavra e verdade,
Lembrança que para mim ficou...



FOTO - FONTE: http://milenaandrade.files.wordpress.com/2007/07/vinho-taca.jpg

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

POESIA - MEU CORAÇÃO BANDIDO

MEU CORAÇÃO BANDIDO
Carlos Pitty – Direitos Reservados

Coração, pobre coração...
Por que faz isso comigo?
Ora bate no seu tempo,
Ora bate em sofrimento,
Então, sofro contigo!

Coração de rédeas soltas,
Sigo sempre o teu pensar,
Em ritmo acelerado,
Não importando o estado,
Mas, valendo a forma de amar.

Coração que bate no peito,
Entendo a sua razão,
Pula em momentos de magia,
Mesmo em horas de alegria,
Ou na vazia solidão...

Meu calejado coração,
Como posso te decifrar?
Não seriam pelas dores,
Não seriam por fatores,
Mas, pelas formas de se apaixonar.

Meu Coração bandido,
De travessuras e ilusões,
Me faz perder a cabeça...
Queres que eu enlouqueça?
Coitadas de minhas paixões...



Foto:
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