RÁDIO CARLOS PITTY

quinta-feira, 7 de março de 2013

PARABÉNS MULHER PELO SEU DIA


DIA 08 DE MARÇO, DIA DA MULHER
"E LUGAR DE MULHER É NA....MÚSICA!"
(Crônica escrita por Carlos Pitty)

A mulher atual prova que o lugar dela não é somente cuidando de casa e filhos, mas também criar, compor, produzir, cantar, enfim fazer acontecer onde quer que seja e, assim na música também. Todos nós sabemos que a luta por seus direitos de igualdade na sociedade não vem de agora e sim, desde o fim do século dezenove com a greve industrial realizada por elas nos anos de 1850 nos Estados Unidos, acabada em mortes de várias delas. Esse acontecimento ganhou notoriedade no início dos anos de 1900 quando na Dinamarca seu dia internacional, enfim, foi estabelecido e comemorado anualmente no mês de março até os dias de hoje em todo o mundo.
Pois bem, de lá pra cá, ainda que alguém possa ter desconfiança sobre essa independência conquistada, a mulher gera um ganho para todos nós, pois além da beleza, o toque feminino lançou novas magias, novas interpretações, enfim novas emoções, principalmente sobre a música. Com certeza faltaria espaço aqui para citar nomes e nomes de grandes estrelas de nossa música mundial, nacional de todos os estilos e mesmo do meu perfil de música, a sertaneja.
A música sertaneja no Brasil (nos tempos que o Brasil ainda era escrito com z) teve sua primeira gravação por volta dos anos de 1930 e Cornélio Pires autor e compositor lançou um disco de 78 rotações com a música “Jorginho do Sertão”, e isso é confirmado no livro “Música Caipira” (2006) de José Hamilton Ribeiro. A voz feminina brasileira não nasceu ontem e sim por volta de 1860. Imagine no século 19, uma esposa desafiando o marido por estar interessada em fazer aquilo que gosta: - “Pois, senhor meu marido, eu não entendo a vida sem harmonia!" Mas nesse tempo? Nessa época? Pois essa mulher foi Chiquinha Gonzaga que ganhou o mundo com sua voz e composições.
Já na nossa música sertaneja, o destaque na voz feminina surgiu por volta dos anos 50 com Cascatinha e Inhana formando uma dupla de homem e mulher, marido e mulher, além das irmãs Galvão e Inezita Barroso, atuantes até os dias de hoje. As irmãs Galvão, talento nato, começado em 1947 no interior de São Paulo e Inezita, desafiadora como voz feminina sertaneja, ainda cantando música com tema não apropriado, como “Malvada pinga”, obra lembrada e cantada até os dias atuais.
E hoje? A música sertaneja, como citei na crônica anterior, é aceitação total, não somente em dupla, mas também com cantores solos ganhando destaque e com respeito ainda maior, não importando o dueto, mas sim a qualidade musical e ousadia. E as mulheres? Pois as mulheres estão bem, obrigado! Como não falar da goiana de Rio Verde, Fátima Leão, cantora, produtora e compositora com mais de duas mil músicas gravadas? As passagens de Jayne, Nalva Aguiar e Roberta Miranda, hoje um pouco apagadas da mídia. As vozes sensuais de As Marcianas e As Mineirinhas, idem. O dueto de Wilson e Soraia, que ganhou o país nos anos 90, é sucesso para jamais esquecer.
Atualmente a voz feminina no Brasil continua voando, em destaque, com liberdade e poder. Nosso louvor à voz suave e talentosa de Paula Fernandes, o estilo universitário das mato-grossenses Janaynna e Thaemy (dupla Thaemy e Thiago) Maria Cecília (essa esposa e integrante da dupla com Rodolfo), as paranaenses Ellens, entre tantas outras. O mundo tem vozes femininas maravilhosas e o Brasil está bem representado aqui e lá fora. Já a nossa música sertaneja como podemos ver está esbanjando suavidade, beleza e muito talento à mostra. A mulher está mostrando e provando que seu lugar também é na música!

PARABÉNS A VOCÊ MULHER!

Essa crônica eu ja escrevi faz um tempo, mas resolvi republicar agora.

Abraços Carlos Pitty